Em meio a uma escalada de reclamações por perturbação do sossego na capital fluminense, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro realiza nesta terça-feira (11), às 10h, uma audiência pública para discutir a “Lei do sossego, silêncio e a desordem urbana”.
O encontro, promovido pela Comissão de Segurança e Ordem Pública, acontece no Salão Nobre do Palácio Pedro Ernesto e promete reunir autoridades, moradores e representantes do setor comercial para debater soluções para o conflito que opõe lazer e tranquilidade e cobrar fiscalização da prefeitura, que tem sido acusada de omissão.
“Temos recebido denúncias de diversos bairros. É nosso dever fiscalizar e encontrar soluções para que possa haver uma convivência pacífica entre moradores, clientes e empreendedores”, afirmou o vereador Dr. Rogério Amorim (PL), presidente da comissão. Ele será acompanhado pelos vereadores Felipe Boró (PSD), vice-presidente, e Talita Galhardo (PSDB), vogal.
Denúncias dobram em um ano
Segundo dados da própria Prefeitura do Rio, as queixas registradas na Central 1746 mais que dobraram em 2025. Foram mais de 19 mil ocorrências entre janeiro e agosto, contra 9.370 em todo o ano de 2024, um aumento superior a 100%. Os bairros mais afetados incluem Botafogo, Camorim, Copacabana, Leblon e Barra da Tijuca, onde moradores enfrentam noites de insônia causadas por bares, boates, templos religiosos e danceterias.
Audiência pública busca equilíbrio entre diversão e paz
A audiência contará com a presença da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal, Ministério Público e associações de moradores. O objetivo é discutir medidas que garantam o direito ao descanso sem sufocar a atividade econômica e cultural da cidade.
Conflito urbano exige ação coordenada
A explosão de denúncias revela um impasse urbano que exige ação coordenada entre poder público, comerciantes e sociedade civil. A audiência pública promete ser um marco na busca por soluções que conciliem o direito ao lazer com o respeito ao descanso.
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