Na interpretação das pesquisas eleitorais, algo de errado não está certo

Gato Maestro

Se tem uma coisa que as eleições de 2024 estão confirmando pra gente é que o eleitor fluminense é algo a ser estudado pela Nasa. Por exemplo, no Rio, onde não há um cidadão que esteja satisfeito com a cidade em que vive – sujeira pelas ruas, violência em níveis estratosféricos, população de rua cada vez maior, mais pedintes a cada esquina e mais e mais estabelecimentos comerciais fechando as portas. Mas o grupo que está aí há anos continua liderando as pesquisas.

O mesmo acontece em Nova Iguaçu, com a população brigando entre si para defender os nomes de Rogério Lisboa e de Lindberg Faria. Isso sem falar em Caxias, com a possibilidade do retorno de Zito.

Agora, me expliquem esse comportamento dos eleitores, querendo mais do mesmo, ainda escolhendo representantes da velha política, com uma profunda repulsa pela mudança. Em nenhum dos três casos, os alcaides se destacaram por feitos maravilhosos para a população. Alguém está realmente satisfeito com sua cidade?

Existem até algumas boas opções. Para o Rio, o palpite deste pobre gato seria o combativo Rodrigo Amorim despontando como a melhor das novidades para o atual cenário político. Ou até mesmo o Ramagem! A verdade é que qualquer um é melhor do que esse grupo que está aí há 20 anos. Em Nova Iguaçu, destaque para o candidato do União Brasil, Clébio Jacaré; e em Caxias, para o vereador Celso. São pré-candidatos que representam o novo!

O que os eleitores precisam entender é que esse negócio de que todos os gatos são pardos é pura balela! Há sim diferenças na pele (ou no pelo) que podem fazer toda a diferença. Então ouçam o conselho deste velho gato e parem de agir como cães, correndo atrás dos próprios rabos sem nunca sair do lugar. Eleições novas, pulgas novas!