Em meio ao ano eleitoral, o governo federal pretende gastar cerca de R$ 1,5 bilhão em publicidade institucional, com uma estratégia que combina a manutenção de investimentos em meios tradicionais e a ampliação significativa de recursos para plataformas digitais.
De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, a política conduzida pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) tem como justificativa oficial a adaptação aos novos hábitos de consumo de informação da população brasileira.
O objetivo oficial da secretaria, segundo o jornal, é ampliar o alcance de campanhas oficiais e facilitar o acesso a serviços públicos. Os números mostram ainda uma mudança relevante no direcionamento dos recursos. Os investimentos em anúncios vinculados ao Google saltaram de R$ 10,5 milhões em 2023 para ao menos R$ 64,6 milhões no último ano.
As campanhas incluem não apenas resultados patrocinados no buscador, mas também inserções no YouTube e a chamada publicidade programática, que distribui anúncios em diversos sites de forma automatizada.
Já os repasses à Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, cresceram de R$ 30,1 milhões para R$ 56,9 milhões no mesmo período, reforçando a presença institucional nas redes sociais.
Apesar da expansão no ambiente digital, a televisão aberta segue como principal destino das verbas publicitárias. Aproximadamente 45% do total investido foi direcionado às emissoras, percentual semelhante ao observado em gestões anteriores. Entre os principais beneficiários, destacam-se os canais do Grupo Globo, que receberam cerca de R$ 150 milhões, e a Record, com ao menos R$ 80,5 milhões.
