O prefeito de Teresópolis, Leonardo Vasconcellos, determinou a paralisação imediata de toda obra não emergencial da concessionária Águas da Imperatriz. A decisão, baseada na má qualidade do recapeamento e repavimentação das ruas — que ficam abertas por semanas, gerando transtornos e reclamações de moradores — marca um posicionamento de tolerância zero do Poder Executivo.
“Determinei a paralisação de todas as obras até que consertem as ruas que abriram, os buracos que estão mexendo. Se não arrumarem, não deixarem como encontraram, ficarão paralisadas”, declarou o prefeito. Esse rigor demonstra que o gestor público está utilizando o contrato de concessão como ferramenta de defesa do interesse popular, exigindo que as obras de modernização da rede de água e esgoto sejam realizadas com a devida responsabilidade.

O problema enfrentado em Teresópolis, onde obras necessárias para a atualização do saneamento básico se tornam um martírio diário para a população, é, infelizmente, uma realidade comum em diversas cidades brasileiras que passam por processos de concessão.
O caso de Teresópolis serve agora como um poderoso referencial. Prefeitos em todo o Brasil que lidam com concessionárias de serviços públicos igualmente ineficientes ou negligentes — que “arrancam o calçamento” e deixam vias aband0nadas — têm em Vasconcellos um exemplo prático. A mensagem é clara: o rigor na fiscalização e a suspensão contratual são instrumentos legais e legítimos para pressionar as empresas a cumprirem as cláusulas de qualidade, garantindo que o serviço essencial não resulte em deterioração da infraestrutura urbana e da qualidade de vida dos cidadãos.

