Alana Passos não entrou na Câmara do Rio — ela invadiu. Mal esquentou a cadeira deixada por Carlos Bolsonaro e já disparou três requerimentos de informações que transformaram janeiro em um mês de calafrios para a prefeitura. Nada de lua de mel: a parlamentar, que é militar, preferiu começar com munição pesada.
RioEventos sob holofotes
Primeiro alvo: a empresa pública RioEventos. Alana apontou “tensão nos bastidores” e falta de governança, citando até que a diretora Liliane Dutra de Mello teria sido chamada pela Controladoria para explicar contratos. Funcionários pedindo demissão por insegurança administrativa completam o cenário caótico. A vereadora exige cópia de depoimentos, processos e auditorias — como quem pede o cardápio inteiro, não só a entrada.
O corte de árvores que não sai da pauta
Na Barra, árvores caíram para dar lugar a um empreendimento. Alana quer saber tudo sobre a compensação ambiental: quantas mudas, de que espécie, onde e quando. Perguntas que ecoam como mantra no Ministério Público e que a prefeitura preferiria não ouvir em voz alta.
Réveillon, verão e… logística policial?
A cereja do bolo foi mirar na SR Promoções Culturais Ltda, responsável pelo Réveillon de Copacabana e pelo projeto “Rio, o verão oficial do Brasil”. Até aí, festa. Mas a mesma empresa também ergueu o Centro de Treinamento da Guarda Armada. Alana quer ver os contratos e, principalmente, os atestados que provem que quem organiza fogos também sabe montar infraestrutura policial.
Se a ideia era causar impacto, Alana Passos já conseguiu: em menos de um mês.
