Mesmo em meio ao contingenciamento de gastos e ao cenário delicado das finanças estaduais, o governo Cláudio Castro (PL) não deixou a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) de lado. Pelo contrário: nos últimos dois anos, a instituição recebeu quase R$ 4 bilhões dos cofres públicos — e os repasses superaram o que estava originalmente previsto nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs).
Sob a articulação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, comandada por Anderson Moraes, o Palácio Guanabara garantiu aportes extras para fortalecer o ensino superior. O resultado foi um incremento de mais de R$ 105 milhões além do orçamento no período, como destacou o jornalista Lucas Mathias em sua coluna De olho na política.
Os números
– 2024: previsão de R$ 1,760 bilhão; execução de R$ 1,832 bilhão (+R$ 71,6 milhões).
– 2025: previsão de R$ 1,857 bilhão; execução de R$ 1,893 bilhão (+R$ 36,3 milhões).
Inclusão e democratização
Além dos investimentos, a Secti ampliou políticas afirmativas. Durante o Rio Innovation Week 2025, Moraes anunciou a isenção da taxa de inscrição da segunda fase do vestibular da Uerj para cerca de 15 mil estudantes da rede pública estadual. A medida reforça o compromisso do governo em abrir portas para jovens de diferentes origens, democratizando o acesso ao ensino superior.
Impacto político
Embora a segurança pública seja apontada como prioridade da gestão Castro, os números mostram que a educação também foi prestigiada. A Uerj, uma das principais universidades do país, não apenas manteve seu financiamento como foi “turbinada” com recursos adicionais — sinal de que, mesmo em tempos de ajuste fiscal, o ensino superior segue como aposta estratégica do governo.
