Antes das armas, pintura nova

Lucas Mathias
Criada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), Força Municipal de Segurança ainda não saiu do papel

Não é de hoje que o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), tenta tirar do papel seu grande projeto, de olho nas eleições deste ano: a Força de Segurança Municipal. Mas o que era para ser solução, virou novela. Anunciada há mais de um ano, a ideia da guarda armada sofreu para ser aprovada na Câmara carioca e ainda tenta entender se pode ou não armar seus agentes.

Estrututa milionária — Uma certeza, no entanto, a tropa já tem: que os prédios terão paredes bem pintadas, fechaduras lubrificadas e elevadores tinindo, graças a um despacho de R$ 8,2 milhões de reais, publicado no Diário Oficial do município.

Trata-se de um processo que autoriza a abertura de um pregão eletrônico para serviços de manutenção predial programada ou eventual — como o conserto de um ar-condicionado ou o rejunte para um buraco na parede — voltados para a Divisão de Elite da Guarda Municipal. Uma bolada e tanto, para agentes que sequer sabem quando e se poderão ir às ruas.

O valor liberado é alto, mas a eficiência da corporação, nem tanto. Enquanto isso, Paes corre contra o tempo, que já é curto: se cumprir a promessa de deixar a Prefeitura do Rio no próximo dia 20, terá pouco tempo para convencer a população de que o projeto, de fato, pode ajudar, e não é só mais uma bravata com olhar eleitoral.

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