Quando o cidadão pensou que ia ficar mais barato e fácil tirar a carteira…
Veio a surpresa: a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que muda radicalmente a CNH. Quem fizer aulas e exame prático em carro automático terá a habilitação restrita a esse tipo de veículo. A limitação ficará registrada no documento e impedirá o motorista de conduzir carros manuais. Em outras palavras, o aluno sai da autoescola achando que conquistou liberdade, mas descobre que só pode dirigir metade dos carros que circulam no país.
O pedágio escondido
Para se livrar da restrição, o condutor terá de pagar por curso complementar em veículo manual e enfrentar um novo exame prático. Mais gasto, mais tempo perdido e mais burocracia. É como se a CNH viesse em “versão básica” e o motorista tivesse que comprar o “pacote premium” depois.
Origem da proposta
O projeto de lei 1452/25 foi apresentado pelo deputado Zé Neto (PT-BA). A versão aprovada, relatada por Neto Carletto (Avante-BA), incluiu a polêmica limitação. Além da questão do câmbio, o texto reorganiza regras sobre formação de condutores e amplia a atuação de autoescolas, do Senat e de instituições de ensino a distância nos cursos teóricos.
O paradoxo
A medida chega logo após o governo Lula ter defendido a redução dos custos da CNH, vendida como conquista para facilitar a vida dos jovens. Agora, com essa nova barreira apresentada justamente por um deputado do partido do presidente, ficou a sensação de que o que se “dá com uma mão, retira-se com a outra”.
Próximos passos
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado, seguirá para votação no Plenário da Câmara e depois para o Senado. Até lá, o debate promete esquentar, já que a medida mexe diretamente com a vida de milhões de brasileiros.
Em resumo: quando o cidadão pensou que ia ficar mais barato e fácil tirar a carteira, descobre que a CNH pode vir com trava de fábrica e taxa extra.
