El Salvador aprova prisão perpétua: nação mais violenta em 2015 tornou-se uma das mais seguras do mundo

Jefferson Lemos
Pesquisas apontam que mais de 80% da população salvadorenha apoia a política de segurança do governo (Divulgação - Governo de El Salvador)

O Congresso de El Salvador aprovou nesta terça-feira (17) uma emenda constitucional que estabelece prisão perpétua para homicidas, estupradores e terroristas. A medida, proposta pelo presidente Nayib Bukele, amplia o rigor da legislação, que antes previa pena máxima de 60 anos.

O contraste com o Brasil é evidente: enquanto o país centro-americano avança em punições severas, aqui o governo federal e partidos de esquerda resistem a projetos que buscam endurecer penas, restringir as “saidinhas” de presos e reduzir a maioridade penal, mesmo diante da escalada da violência urbana.

Transformação salvadorenha

El Salvador, já considerado o país mais violento do mundo, vive uma mudança radical. Com a política de endurecimento penal de Bukele, os homicídios despencaram de 106 por 100 mil habitantes em 2015 para apenas 1,19 em 2025 — uma redução de quase 99%.

Em 2026, o país já contabiliza 57 dias sem nenhum assassinato, consolidando-se como referência de segurança na América Latina e no mundoNay.

Em 2026, o país já contabiliza 57 dias sem nenhum assassinato (Divulgação/Governo de El Salvador)

Apoio popular

Pesquisas apontam que mais de 80% da população salvadorenha apoia a política de segurança do governo. Esse respaldo tem sido decisivo para sustentar o estado de emergência e a manutenção das megaprisões.

Brasil na contramão

Enquanto El Salvador colhe resultados expressivos, o Brasil enfrenta resistência no Congresso para aprovar medidas semelhantes. Projetos que tratam da redução da maioridade penal e penas mais duras para crimes graves são travados pela base governista e partidos de esquerda.

A realidade brasileira

Nesse cenário, a população brasileira continua exposta à insegurança cotidiana. Famílias convivem com o medo de balas perdidas, assaltos e crimes violentos, sem avanços concretos na legislação que tragam maior sensação de proteção.

Enquanto os salvadorenhos experimentam uma inédita tranquilidade nas ruas, os brasileiros seguem pressionados por índices crescentes de violência e pela falta de consenso político em torno de medidas mais duras contra o crime.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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