Em meio a uma geração que já não sabe entoar os versos do Hino Nacional, São Paulo dá um passo para resgatar símbolos da identidade brasileira. O governador Tarcísio de Freitas sancionou a lei que obriga todas as escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio a executar semanalmente o Hino Nacional.
A medida, que atualiza uma legislação de 1990 esquecida ao longo das décadas, retira a exigência de hastear a bandeira, mas mantém a execução do Hino — preferencialmente às sextas-feiras, antes do início das aulas. Além disso, será obrigatório cantar o Hino no dia útil anterior ao 7 de Setembro, data máxima da celebração da independência.
Por que agora?
Os autores do projeto afirmam que o costume se perdeu e que muitos jovens sequer conhecem a letra ou o significado do Hino. O objetivo declarado é claro: reacender valores cívicos, reforçar o patriotismo e devolver respeito aos símbolos nacionais.
Ainda pairam dúvidas sobre como será feita a fiscalização e quais medidas serão aplicadas em caso de descumprimento. Mas o recado político e cultural é forte: em tempos de dispersão e perda de referências, o Estado busca reconectar a comunidade escolar com sua identidade nacional.
O Hino, que já ecoou em pátios escolares como ritual de pertencimento, volta agora como tentativa de reconstruir laços de cidadania. A questão que se impõe é se a juventude, distante desses símbolos, estará disposta a reaprender a cantar — e sentir — o que representa ser brasileiro.
