Vereadores denunciam perseguição política em Angra dos Reis

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Foto - Divulgação

O clima político em Angra dos Reis ganhou contornos de crise. Vereadores da cidade afirmam que o presidente da Câmara Municipal, Jorginho Brum (MDB), está sendo alvo de perseguição dentro do próprio partido, liderado pelo presidente do diretório municipal, Fernando Jordão, ex-prefeito da cidade que elegeu seu sucessor no último pleito.

Brum, que foi o campeão de votos do MDB, um dos mais votados da cidade e ocupa a presidência da Câmara, acusa Jordão de articular para impedir sua candidatura a deputado estadual. Segundo ele, o grupo político ligado ao presidente municipal do MDB teme que sua candidatura atrapalhe os planos eleitorais da deputada estadual Célia Jordão (PL), esposa de Fernando Jordão.

Nos bastidores, corre a informação de que Brum não terá legenda para disputar as eleições. O parlamentar afirma que, apesar de sua posição de destaque, nunca foi convidado para participar das comissões internas do partido, nem para discutir estratégias eleitorais. “Sempre me senti excluído das decisões partidárias”, declarou.

A vereadora Jane Veiga, também do MDB, reforça a denúncia e diz compartilhar da mesma percepção de isolamento político. Outros vereadores da base confirmam o cenário de exclusão.

Em documento enviado ao diretório estadual, o vereador denuncia “uma verdadeira ditadura interna” comandada por Fernando Jordão e pede intervenção da executiva estadual para garantir sua participação no processo eleitoral.
A crise expõe uma disputa de poder dentro do MDB de Angra dos Reis e coloca em xeque a unidade da legenda às vésperas das eleições.

O impasse coloca Brum diante de um dilema: permanecer no MDB e correr o risco de não ter legenda, ou migrar para outro partido — como o PRD, que já demonstrou interesse em sua candidatura. A saída, no entanto, pode custar caro: como não há janela partidária aberta para vereadores, a troca de legenda poderia ser considerada infidelidade partidária e resultar na perda do mandato.

O prazo para filiação em outro partido termina nesta sexta-feira, 3 de abril. Caso não consiga viabilizar sua candidatura pelo MDB, Brum pode ficar sem espaço político.

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