Por Jefferson Lemos
Neste 21 de abril, ao celebrar Tiradentes, celebramos também uma das mais altas conquistas da vida civilizada: a liberdade. Não apenas a liberdade como palavra grandiosa da História, mas como direito vivo, concreto e indispensável à dignidade humana. Entre suas expressões mais nobres está a liberdade de expressão, cláusula pétrea da Constituição, garantia que protege a consciência, a crítica, o pensamento e a voz de cada cidadão.
Comemorar esta data é recordar que nenhuma sociedade se torna verdadeiramente justa quando o silêncio é imposto ou quando o medo substitui a palavra. A liberdade de expressão não pertence a um grupo, a uma corrente de opinião ou a um tempo específico: ela pertence à própria essência da democracia. É por meio dela que ideias circulam, que divergências se tornam legítimas e que a cidadania se realiza em sua plenitude.
Tiradentes permanece como símbolo de coragem moral, de inconformismo diante da opressão e de esperança em um país mais livre. Sua memória nos convida a honrar, com seriedade e respeito, os fundamentos constitucionais que sustentam a República. Celebrar esta data é reafirmar que a liberdade não é ornamento da nação, mas um de seus pilares mais sagrados.
Que o 21 de abril nos encontre à altura de seu significado histórico: firmes na defesa da palavra livre, conscientes de que a liberdade é herança, dever e destino. Porque os povos que sabem honrar seus mártires e proteger seus direitos não apenas lembram o passado — constroem, com grandeza, o futuro. Viva Tiradentes. Viva a liberdade.
- *Jefferson Lemos é jornalista e comentarista de política
