O domingo foi amargo para o ex-candidato do PSOL, Thiago Ávila, que viu a Justiça de Israel prorrogar sua detenção por mais dois dias após a tentativa frustrada de furar o bloqueio naval na Flotilha Global Sumud. O ativista, que costuma buscar palanque em causas internacionais, agora enfrenta o rigor das leis israelenses na Prisão de Shikma, sob suspeitas de vínculos com organizações sancionadas.
Durante a audiência, a defesa de Ávila tentou emplacar a narrativa de perseguição, alegando tortura e maus-tratos para justificar a greve de fome iniciada pelo brasileiro. O “show” de ativismo, que visava lacrar contra as autoridades locais, acabou resultando em marcas de agressão e isolamento, deixando o ex-candidato em uma situação diplomática delicada e longe dos holofotes das redes sociais.
Enquanto a militância pressiona o governo brasileiro por uma intervenção imediata, o tribunal marcou uma nova sessão para a próxima terça-feira (5). Até lá, o psolista segue sentindo o peso de trocar a militância digital pela realidade dos tribunais estrangeiros, que não parecem dispostos a ceder ao barulho político vindo do Brasil.
