TRAGÉDIA PRIMEIRO, AÇÃO DEPOIS: Prefeitura do Rio vai prevenir ou seguir correndo atrás do prejuízo?

Jefferson Lemos
Foto - Reprodução/Redes Sociais

Enquanto um semáforo despencava e deixava um ferido em Copacabana, na manhã desta segunda-feira (11), o Rio reforçava um padrão incômodo: o problema aparece, o acidente acontece — e só então vem a resposta. A queda foi no cruzamento das ruas Bulhões de Carvalho e Joaquim Nabuco, área de grande circulação na Zona Sul. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 10h30, e agentes da CET-Rio e da Guarda Municipal interditaram o trecho para atendimento e desvio do trânsito. O estado de saúde da vítima não havia sido informado até a última atualização.

O episódio joga luz sobre um ponto crítico que raramente entra no radar até dar errado: a manutenção da rede de semáforos. Em uma cidade com milhares de equipamentos em vias movimentadas, a ausência de um plano claro e contínuo de vistoria preventiva levanta um alerta silencioso — quantos outros podem falhar a qualquer momento?

O histórico recente mostra que não é exceção. Na Gávea, a instalação de um radar na Rua Marquês de São Vicente só foi acelerada depois que uma menina de 5 anos foi atropelada na saída da escola. A resposta veio rápida, mas apenas após a repercussão e a pressão pública.

Na Tijuca, o mesmo roteiro terminou em tragédia: as obras de uma ciclovia na Rua Conde de Bonfim começaram depois que uma mãe e seu filho de 9 anos morreram atropelados por um ônibus. A falta de infraestrutura segura já era conhecida — a intervenção só saiu do papel após a comoção.

Agora, com mais um acidente em Copacabana, a pergunta do título volta à cena: a prefeitura vai agir para prevenir ou seguirá correndo atrás do prejuízo? O espaço segue aberto para o pronunciamento da prefeitura.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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