O vereador Fernando Armelau (PL) criticou duramente a possível retirada dos policiais penais do programa Segurança Presente, que agora está sob a gestão da Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM). A declaração foi feita durante uma solenidade no Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde o parlamentar homenageou 35 agentes da categoria com moções de louvor e reconhecimento pelos serviços prestados à população fluminense.
Segundo o vereador, a mudança — que marca a nova fase do programa sob o comando da PM — ainda não foi oficializada, mas a iminente saída dos policiais penais tem gerado profunda preocupação e apreensão para toda a categoria, que teme pelo futuro de sua atuação no projeto.
“O boato é verdadeiro, infelizmente. Mas nós vamos lutar até o final para que essa aberração não aconteça”, afirmou Armelau.
Durante o seu discurso, o parlamentar defendeu a permanência dos agentes e destacou a importância estratégica da categoria dentro do projeto de segurança pública.
“O Segurança Presente tinha 30% de déficit de adesão no RAS (Regime Adicional de Serviço), ou seja, nós tínhamos aproximadamente 10 mil vagas mensais que não eram preenchidas pelos policiais militares. Então, em nada a presença do policial penal atrapalhou o policial militar. Muito pelo contrário, só contribuiu cada vez mais para a nossa população, garantindo mais agentes de segurança nas ruas”, declarou.
Armelau relembrou ainda que os policiais penais passaram a integrar o programa em um momento de extrema necessidade operacional, logo após a suspensão dos agentes civis vinculados à Secretaria de Governo (SEGOV).
“O policial penal entrou justamente em um período em que os agentes da SEGOV tinham sido suspensos. Então, mais parece um oportunismo do governo ter colocado os policiais penais naquela época e agora querer descartá-los”, concluiu o vereador.
