O ex-ministro Ciro Gomes surpreendeu o cenário político nesta sexta (29) ao declarar apoio à possível candidatura de Aécio Neves à Presidência. O anúncio, feito nas redes do PSDB, cai como uma reviravolta — semanas depois de Ciro recusar disputar o Planalto pelo próprio partido.
Em tom duro contra o clima atual, Ciro apontou que o Brasil está preso em uma guerra ideológica “interesseira e imediatista” e defendeu Aécio como saída de “moderação” para o país. Traduzindo: estratégia clara de furar a bolha da polarização que domina a política.
O apoio não vem isolado. O ex-senador Tasso Jereissati também entrou na jogada e reforçou o nome de Aécio como alternativa “equilibrada” fora dos extremos.
Nos bastidores, o movimento é visto como uma articulação para tentar ressuscitar o protagonismo tucano e montar uma candidatura competitiva em 2026 — apostando no discurso de diálogo, estabilidade e herança política de Tancredo Neves.
RESUMO DA ÓPERA: Ciro muda o roteiro, Aécio volta ao tabuleiro e o centro tenta, mais uma vez, se vender como saída para um país dividido.
