A Alerj abriu o jogo com os prefeitos: o orçamento de 2027 está em debate — e o recado foi direto. Com um rombo previsto de R$ 13 bilhões, o desafio é cortar gastos sem sufocar as cidades.
Mas quem roubou a cena foi o presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), ao anunciar medidas que mexem diretamente no bolso das prefeituras — e podem virar alívio imediato na ponta.
PROMESSA DE DINHEIRO COM DATA MARCADA
Ruas foi claro: a ideia é criar, por lei, um calendário fixo de repasses para os municípios.
“Os prefeitos precisam de previsibilidade. A proposta é garantir que o Estado pague todo mês, em data definida, independente de partido ou posição política”, afirmou.
Na prática, isso significa acabar com a irregularidade que hoje trava serviços básicos, especialmente na saúde.
MAIS RECURSOS E PISO MAIOR PARA AS CIDADES
Outro ponto forte do anúncio é o aumento dos repasses mínimos. A proposta em discussão prevê:
- Pelo menos R$ 750 milhões destinados aos municípios
- Elevação do piso de repasse de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões por cidade
O modelo segue critérios do programa Equidade, que leva em conta indicadores como desenvolvimento humano, orçamento per capita e demanda por serviços de média e alta complexidade.
