Casos de gravidez relatados em presídios femininos em diferentes partes do país acenderam o alerta do Rio — e agora colocam o sistema prisional do estado no centro da pressão por explicações.
O deputado estadual Renan Jordy (PL) foi direto ao ponto e cobrou explicações da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-RJ). A pergunta que não quer calar: como essas gestações podem acontecer dentro de presídios exclusivos para mulheres?
E a cobrança vai além. O parlamentar quer saber se há registro ou suspeita de envolvimento de pessoas trans custodiadas nas mesmas unidades — um ponto que promete acirrar ainda mais o debate.
O questionamento faz parte de um pedido mais amplo para abrir a caixa-preta do sistema. Jordy solicitou dados detalhados sobre a presença de pessoas trans nas cadeias do estado: quantas estão presas, onde estão custodiadas e quais critérios são usados para essa divisão.
Mas o tom endurece quando o assunto é segurança.
“Se não há regra clara, o risco é geral”, afirmou o deputado, ao cobrar transparência sobre a gestão dentro das unidades prisionais.
O ofício também exige um raio-x dos últimos dois anos sobre casos de violência física, sexual e psicológica envolvendo mulheres trans — tanto como vítimas quanto como autoras.
Nos bastidores, o tema já é tratado como uma bomba-relógio: mistura direitos, segurança e falta de estrutura em um sistema que há anos opera sob pressão.
Agora, a Seap terá que explicar o que está acontecendo dentro dos muros — antes que o caso ganhe proporções ainda maiores.
