Depois de denúncias de agressões, tiros de borracha e perseguição a ambulantes — e já sob investigação do Ministério Público — a Prefeitura do Rio muda a forma, mas não resolve o problema.
Agora, no Centro, a nova aposta são avisos proibindo o comércio ambulante em pontos como Uruguaiana e Largo da Carioca. A medida é vendida como “ordenamento”, mas na rua, o recado é o mesmo: continua proibido trabalhar.
O contraste é inevitável. De um lado, denúncias graves e uma categoria que diz viver sob pressão diária — com gente esperando licença há mais de uma década. Do outro, a resposta oficial promete sair do confronto… mas vai parar no poste.
No mês passado, uma audiência pública na Câmara Municipal escancarou a crise. Trabalhadores relataram violência, humilhação e abandono, enquanto o MP confirmou a abertura de inquérito para apurar possíveis práticas “higienistas e elitistas” na gestão do espaço público.
Sem política clara de regularização, o impasse segue o mesmo — só mudou o método.
E a pergunta continua no ar: se não resolveu na força, vai resolver com placa?
