No dia em que os rodoviários retomaram o trabalho normalmente no Rio, nesta quinta-feira (2), a vereadora Alana Passos (PL) cobrou da Prefeitura o plano de contingência usado pela Secretaria Municipal de Transportes durante a greve dos ônibus. A paralisação foi suspensa, mas a categoria segue em “estado de greve”.
O Requerimento de Informações nº 1091/26 pede que a SMTR informe se existe plano formal para crises no transporte coletivo, envie protocolos operacionais e detalhe quais medidas foram adotadas para reduzir os impactos sobre passageiros.
A cobrança ocorre após a greve provocar pontos lotados, atrasos e dificuldades para chegar ao trabalho. Durante a paralisação, a Justiça determinou circulação mínima de 50% da frota, mas usuários relataram longas esperas e baixa oferta de ônibus e BRT.
Alana também quer saber se a Mobi-Rio reforçou a operação do BRT, quantos veículos extras foram usados, quais linhas foram contempladas e se houve atuação integrada entre SMTR, Mobi-Rio, Centro de Operações Rio e outros órgãos municipais.
No documento, a vereadora cita “transtornos ocasionados à população carioca” e cobra informações completas, documentadas e organizadas da Prefeitura. “Não dá para a população ser pega de surpresa toda vez que há uma paralisação. A Prefeitura precisa ter um plano claro e eficiente para garantir o direito de ir e vir do cidadão”, afirmou Alana.
Mesmo com a suspensão da greve, o estado de alerta continua. A cobrança agora é para saber se o município tem planejamento real ou se a cidade vai depender de improviso em uma nova paralisação.
“A gente quer transparência e organização. O carioca não pode continuar pagando o preço da falta de planejamento”, completou a vereadora.
