Romeu Zema (Novo) endureceu o discurso e prometeu uma verdadeira faxina na máquina pública caso seja eleito presidente. Durante evento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, nesta quarta (8) o pré-candidato afirmou que pretende “privatizar tudo” e disparou que empresas estatais servem apenas para fazer “politicagem” e distribuir cargos.
Ao citar sua passagem pelo governo de Minas Gerais, Zema afirmou que reduziu drasticamente o número de estatais. “Em Minas eram 118. Sobrou só uma, a Cemig. Era um cabide gigante de empregos. As empresas privatizadas decolaram”, declarou, sob aplausos de empresários.
O presidenciável também prometeu um “choque moral” no país, criticou o que chamou de “gastança” do governo, defendeu uma nova reforma da Previdência, uma reforma administrativa e a revisão de programas sociais. Para ele, os juros elevados e o aumento das despesas públicas estão sufocando empresas e travando a economia.
Na segurança pública, Zema voltou a citar o modelo adotado por El Salvador no combate às facções criminosas e defendeu penas mais duras para integrantes do crime organizado. “Hoje o custo do crime no Brasil é baixíssimo. Estamos punindo ou incentivando?”, questionou.
O discurso foi feito durante encontro da CNC com presidenciáveis. Além de Zema, também foram convidados Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD). Lula e Flávio não compareceram por causa de compromissos de agenda.
