A posse de Keiko Fujimori nesta terça-feira (28), em Lima, marca uma nova guinada política no continente. Eleita após uma disputa decidida por menos de 50 mil votos, a nova presidente chega ao poder prometendo endurecer o combate ao crime organizado, reforçar o combate à corrupção e destravar a economia. A vitória da líder do partido Força Popular é vista por analistas como mais um avanço de governos de direita na América Latina, em um cenário de mudanças no mapa político da região.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko derrotou o candidato de esquerda Roberto Sánchez por 50,135% dos votos válidos, em uma das eleições mais apertadas da história recente do Peru. Em seu discurso de campanha, colocou a segurança pública no centro das prioridades e prometeu enfrentar o avanço das facções criminosas com medidas mais rígidas, além de ampliar o uso de tecnologia e inteligência artificial para monitoramento e prevenção da criminalidade. Também defendeu o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização para reduzir a corrupção no Estado e prometeu simplificar a burocracia para estimular investimentos e pequenos negócios.
Na véspera da posse, Keiko confirmou nomes considerados estratégicos para o início do governo. Luis Galarreta será o primeiro-ministro, Elmer Cuba comandará a Economia e Carlos Espa assumirá o Ministério das Relações Exteriores. A presidente também sinalizou uma aproximação diplomática com os Estados Unidos e maior cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Apesar da vitória, Keiko inicia o mandato cercada de desafios. Ela governará com um Congresso dividido, em um país que atravessa anos de forte instabilidade política, mas assume com a promessa de restaurar a segurança, combater a corrupção e recuperar a confiança da população nas instituições. A cerimônia de posse reúne líderes internacionais, entre eles o rei Felipe VI, da Espanha, e os presidentes Daniel Noboa, do Equador, e José Raúl Mulino, do Panamá.
