O apoio oficial do Democracia Cristã (DC) à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao Governo do Rio foi muito além de um simples movimento de alianças. Nos bastidores, a decisão é vista como um sinal de que o grupo de Paes trabalha para ampliar sua base e reduzir qualquer risco de a disputa escapar do primeiro turno. O maior beneficiado pelo acordo foi o próprio PSD. Com a decisão da convenção do DC realizada nesta terça (28), Anthony Garotinho (Republicanos) perdeu o vice anunciado apenas três dias antes. A decisão também encerrou qualquer expectativa do ex-governador Wilson Witzel de disputar o Palácio Guanabara pelo DC.
No último sábado (25), Garotinho havia anunciado o coronel da reserva da PM Venâncio Moura, filiado ao DC, como candidato a vice-governador em sua chapa. Com o resultado da convenção de ontem, Venâncio Moura ficou impossibilitado de permanecer como vice de Garotinho, obrigando o Republicanos a buscar um novo nome para completar a chapa.
O movimento acontece justamente após a divulgação de pesquisas, que mostram um cenário menos confortável para Eduardo Paes quando Garotinho entra na disputa. Nos bastidores, a avaliação é que fortalecer a coligação tornou-se prioridade para aumentar as chances de liquidar a disputa ainda no primeiro turno. Além do impacto nas pesquisas, analistas avaliam que o risco uma campanha com o ex-governador no segundo turno teria um nível de confronto político muito mais intenso do que um eventual duelo com outros adversários.
Após a convenção, Eduardo Paes agradeceu publicamente o apoio da legenda. Em publicação nas redes sociais, destacou a decisão do DC e fez um agradecimento especial ao ex-prefeito de Magé Renato Cozzolino, principal liderança estadual do partido.
