Foi só a Fundação Cacique Cobra Coral anunciar que não iria mais “proteger” a Argentina das mudanças climáticas que o tempo resolveu dar um susto… no Brasil.
Após a entidade romper relações com o governo de Javier Milei por suas declarações contra Lula e suspender sua controversa “assistência climática” ao país vizinho, um vendaval histórico atingiu nesta quarta (29) o Sudeste brasileiro. Rajadas de vento acima de 100 km/h varreram cidades, derrubaram árvores, destelharam casas, deixaram milhares de pessoas sem energia e causaram um verdadeiro caos.
Em São Paulo, a ventania provocou estragos em diversos bairros, derrubou postes e árvores e afetou o fornecimento de energia. No Rio, o cenário não foi muito diferente: árvores caídas, bairros às escuras, trânsito travado e até o metrô precisou interromper a circulação em alguns trechos por causa da falta de energia e dos danos provocados pelo vendaval. A Defesa Civil e o Instituto Nacional de Meteorologia emitiram alertas para ventos intensos e risco de temporais.
“Cancelaram o contrato da Cobra Coral com a Argentina e quem ficou sem cobertura foi o Brasil”, ironizou um internauta.
A ciência não tem dúvidas sobre o que provocou a ventania: uma combinação de frente fria com um ciclone extratropical. Mas o Rio tem dessas histórias que misturam política, folclore e coincidências difíceis de ignorar.
Afinal, a Fundação Cacique Cobra Coral não é apenas uma curiosidade da internet. A parceria com a Prefeitura do Rio começou na gestão de César Maia, foi mantida durante os dois mandatos de Eduardo Paes, interrompida na administração de Marcelo Crivella e retomada quando Paes voltou ao comando da cidade, em 2021. Neste ano, porém, a própria fundação anunciou a suspensão da cooperação, alegando que a prefeitura deixou de cumprir as contrapartidas previstas no acordo, como investimentos em drenagem e infraestrutura.
Se uma coisa tem relação com a outra? A ciência diz que não. Mas, depois de um vendaval com rajadas superiores a 100 km/h, apagões, metrô parado e árvores espalhadas pelas ruas da cidade, muita gente vai recorrer ao velho ditado: “Eu não acredito em bruxas… mas que elas existem, existem.” Pelo sim, pelo não, nunca faltará quem pergunte se não está na hora de reabrir o convênio.
