O PT oficializou neste domingo (2) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e deu o pontapé oficial na campanha presidencial de 2026. Em um discurso recheado de recados políticos, o petista deixou claro que, se vencer a eleição, pretende enfrentar o Congresso para ampliar o poder do governo. “Minha quarta presidência é para mudar muita coisa nesse País. E vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o poder legislativo”, bradou. “Vai ter que ter briga democrática para mudar esse País. A gente vai ter que ser mais ousado”, disparou, sob aplausos da militância.
A convenção, realizada em São Paulo, também foi marcada por um momento de improviso. Antes de começar sua fala, Lula reclamou que nenhuma mulher estava escalada para discursar no evento e chamou Janja ao palco de surpresa. A primeira-dama aproveitou o microfone para pedir o apoio do eleitorado feminino, incluindo a si mesma entre as mulheres trabalhadoras e donas de casa. “Nós, mulheres, que fazemos marmita, limpamos a casa e chegamos em casa às dez da noite, somos nós que vamos te eleger”, afirmou.
Em clima de campanha, Lula confirmou Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice e fez elogios efusivos ao aliado, afirmando que ele foi “o melhor ministro da Indústria e Comércio” da história do Brasil. O presidente também reuniu no palanque partidos da base aliada, como PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede, além de figuras como Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet e Carlos Lupi, que voltou a aparecer em um ato petista após deixar o Ministério da Previdência em meio ao escândalo das fraudes no INSS.
Nem tudo, porém, saiu como o esperado. Enquanto Lula ainda discursava, parte do público começou a abandonar o pavilhão antes do encerramento da convenção, esvaziando as arquibancadas que estavam lotadas no início do evento. Aos 80 anos, o presidente entra oficialmente na disputa pelo quarto mandato consecutivo conquistado nas urnas e terá pela frente uma eleição que promete ser uma das mais polarizadas da história recente do país.
