Brasil escancarado: a gente finge que protege, mas mal tem dinheiro pra trancar a porta

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Foto - IA

O presidente Lula ficou irritado quando o ministro da Defesa, José Múcio, mandou a real e disse que, se os EUA cismarem de invadir o Brasil, a gente só tem uma opção: “abrir o portão”. Pegou mal no Planalto? Pegou. Mas o detalhe mais engraçado é que, duas semanas antes, o próprio Lula tinha falado exatamente a mesma coisa, só que com outras palavras.

E a piada pronta fica melhor: o presidente disse isso enquanto visitava a Avibras, uma das maiores empresas de defesa do país que está há anos atolada em crise financeira. Seria engraçado se não fosse trágico.

Na tal visita, Lula tentou defender mais verba pras Forças Armadas e mandou essa pérola:

“E quando alguém quiser invadir, a gente falar ‘não invade agora, não, deixa eu comprar, me dá uns seis meses de prazo’. Ninguém espera, cara”?”

Aí veio o Múcio e só simplificou o raciocínio: “A gente tem que abrir o portão”. Mudou o jeito de falar, mas a tragédia é a mesma.

A verdade é que o Brasil gasta mísero 1% do PIB com Defesa. Pra um país do tamanho do nosso, isso é troco de pão. O resultado? Equipamento sucateado, indústria militar pedindo esmola e a nossa segurança entregue às moscas.

No fim das contas, a bronca com o Múcio não foi pelo que ele disse, mas porque ele falou sem filtro o que todo mundo já sabe. O diagnóstico de que nossa defesa é uma peneira não é novidade pra ninguém — muito menos pro governo, que está em seu terceiro mandato. A pergunta que fica é: precisava esperar a casa cair de vez pra lembrar que a porta tava encostada?

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