Apagão da transparência atinge 13 prefeituras do RJ

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Imagem - IA

Tem prefeitura fluminense fazendo a transparência pública parecer caça ao tesouro.

Levantamento aponta que 13 dos 92 municípios — Cardoso Moreira, Italva, Mendes, Nilópolis, Piraí, Porciúncula, Porto Real, Rio das Flores, Santo Antônio de Pádua, São Pedro da Aldeia, São Sebastião do Alto, Seropédica e Vassouras — não mantêm Diários Oficiais ou boletins oficiais próprios com funcionamento regular.

O problema não é apenas burocrático. Sem um canal oficial centralizado e padronizado, fiscalizar vira uma maratona digital: link por link, aba por aba, procurando atos espalhados pelos portais das prefeituras.

É o chamado “apagão de dados”: a informação pode até estar na internet, mas encontrá-la é outra história.

A situação levanta questionamentos sobre o cumprimento do princípio constitucional da publicidade e das regras de transparência da Lei de Acesso à Informação.

E fica a pergunta incômoda: se o cidadão precisa de lupa para descobrir o que a prefeitura está fazendo, isso ainda pode ser chamado de transparência?

No poder público, informação escondida em labirinto não ajuda o controle social. Ajuda a dificultá-lo. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos e pronunciamentos oficiais.

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