O candidato do PSD ao Governo do Rio, Eduardo Paes, subiu o tom contra o atual modelo de transporte público do estado e prometeu mexer em um dos pontos mais sensíveis do sistema: a bilhetagem eletrônica.
Acompanhado pelo prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira, pelo deputado federal Luciano Vieira — que busca a reeleição — e pelo candidato ao Senado Pedro Paulo (PSD), Paes cumpriu agenda nesta quarta-feira (9), na estação do metrô da Pavuna, na Zona Norte. O ex-prefeito do Rio afirmou que, se eleito, fará uma licitação para criar um novo sistema de bilhetagem metropolitana, inspirado no Jaé, utilizado na capital.
E fez questão de deixar claro: as empresas de ônibus não ficarão no comando.
“Vamos fazer uma licitação. O que não vai ficar é na mão de empresa de ônibus, isso eu garanto”, afirmou. Na sequência, disparou contra o atual sistema: “O RioCard, na prática, significa máfia dos ônibus”.
Paes também colocou outra proposta sobre a mesa: a criação de uma estatal para administrar o transporte público caso as concessionárias privadas não entreguem um serviço considerado satisfatório.
“Se for necessário, nós criaremos uma empresa para o transporte público, senão nós vamos ficar na mão da massa de empresários”, disse.
Sobre a renovação da frota de trens, o candidato afirmou que pretende reorganizar as contas do Estado para buscar crédito e recursos para investimentos no setor.
A agenda na Pavuna também teve passagem por áreas comerciais e contato com passageiros e feirantes. No discurso eleitoral, Paes voltou a afirmar que não pretende fazer alianças com grupos ligados ao crime organizado ou a esquemas de corrupção.
A promessa, na prática, é de uma mudança pesada no comando da mobilidade fluminense: menos poder para as empresas de ônibus e, se necessário, mais Estado na operação do transporte.
