Em entrevista ao RJ1, nesta quarta-feira (16), o candidato do PSD ao Governo do Rio afirmou que pretende criar um Sistema Único de Segurança Pública fluminense, reunificando o planejamento das polícias Civil e Militar e dando à Secretaria de Segurança comando efetivo sobre as forças.
Paes também prometeu barrar indicações políticas para comandantes de batalhões e delegados e criar uma Secretaria de Integridade.
Na segurança, a promessa é pesada: retomar territórios dominados pelo crime organizado e abrir 20 mil vagas no sistema prisional, incluindo um presídio de segurança máxima.
O candidato apontou o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, como uma das primeiras áreas prioritárias para uma ação de retomada. Também citou Alemão, Penha, Chapadão e áreas de Nova Iguaçu.
Paes defendeu ainda mais investigação antes das operações, asfixia financeira das organizações criminosas e planejamento para ocupação dos territórios depois das ações policiais.
A outra caixa-preta
No transporte, a promessa também é de mudança radical. Paes disse que pretende tirar o Riocard das mãos das empresas de ônibus e usar um modelo semelhante ao Jaé, sistema implantado na capital.
A ideia, segundo o candidato, é acabar com o que chamou de “caixa-preta” da bilhetagem e mudar a forma como os subsídios são administrados.
Paes não fixou uma nova tarifa, mas afirmou que seu objetivo é reduzir o preço das passagens, principalmente no interior, onde citou viagens como Piraí–Volta Redonda, de R$ 18, e Carapebus–Macaé, de R$ 12.
Entre promessas de retomar territórios, reorganizar as polícias, abrir presídios e mexer no dinheiro dos ônibus, Paes apresentou no RJ1 uma proposta de governo que aposta em duas palavras para conquistar o eleitor: comando e controle.
