O criminoso já tinha passagens pela polícia. Foi colocado novamente nas ruas. Pouco mais de três meses depois, segundo a investigação, um estudante que tentou proteger uma colega foi morto a facadas por causa de um celular
Luiz Guilherme tinha apenas 16 anos. Estava indo para a escola, o Ciep 179 Professor Cláudio Gama, em São João de Meriti, quando viu uma colega ser assaltada. Tentou ajudá-la. O preço da coragem foi a própria vida.
O adolescente foi atacado com uma faca e morreu.
Tudo por causa de um celular.
E aqui começa a pergunta que não pode ser abafada pelo discurso burocrático de sempre: quem protege a próxima vítima quando um criminoso reincidente volta às ruas?
O crime aconteceu na manhã desta quarta (16). O acusado, Fabrício Mateus da Silva, de 26 anos, já tinha registros criminais e, segundo informações divulgadas sobre o caso, pelo menos três passagens pela polícia. Ele havia deixado o sistema prisional pouco mais de três meses antes do assassinato.
Agora, Luiz está morto. O criminoso voltou a ser preso. Mas até quando?
É o roteiro que se repete: prende, solta, a violência volta — e quem paga a conta é a vítima.
