Parece cena de comunidade em dia de operação policial: barricada, fogo, fumaça e uma barreira para impedir a passagem. Só que não é traficante tentando evitar a entrada da polícia. É dentro da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, a UFRRJ, onde a barricada foi usada para bloquear o acesso de professores, alunos e funcionários que não aderiram à paralisação contra o arrocho do governo Lula contra as universidades, movimento nacional que acontece nesta quarta (23).
Relatos e imagens que circulam de várias outras universidades pelo país mostram manifestantes empilhando mesas e cadeiras para bloquear portas de pavilhões inteiros. Entre as principais reivindicações estão a recomposição e ampliação do orçamento das universidades e institutos federais, mais recursos para assistência estudantil, melhorias na infraestrutura e segurança dos campi, contratação e valorização de professores e técnicos e o cumprimento de demandas que ficaram pendentes após a greve de 2024. Entidades do setor também cobram avanços nas carreiras e condições de trabalho dos servidores
Ou seja: falta de dinheiro, custeio, pesquisa, assistência estudantil e estrutura são problemas reais. E o governo precisa responder por isso.
Protestar contra Brasília? Legítimo.
Fazer greve? Legítimo.
Pressionar por mais recursos? Mais do que legítimo.
Mas quando a manifestação chega ao ponto de erguer uma barricada para impedir a entrada de quem decidiu não aderir, a discussão muda de figura.
Desde quando, em nome da democracia, se transforma a universidade pública em território onde só passa quem concorda com o movimento?
Porque democracia também é garantir o direito de quem pensa diferente.
É a famosa “democracia para mim, mordaça para você”.
A imagem fala por si. Só faltou o ônibus queimado.
Veja os vídeos e fotos:

