Ex-vereadora e empresária ficou conhecida no mundo do funk antes de entrar para a política; condenação é de 10 anos e 8 meses de prisão
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão da empresária e ex-vereadora Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira, nome que ganhou projeção no universo do funk carioca, condenada a 10 anos e 8 meses de prisão pela tortura do ex-marido, Márcio Costa.
Conhecida inicialmente pela atuação no cenário do funk, Verônica também construiu carreira política e chegou à Câmara Municipal do Rio. Agora, com o fim do processo e sem possibilidade de novos recursos, deverá cumprir a pena em regime fechado.
A Polícia Civil tentou cumprir o mandado de prisão, mas não encontrou Verônica nos endereços ligados a ela. Ela é considerada foragida. Segundo os investigadores, 2 cachorros estavam abandonados no apartamento dela no Recreio. Os agentes acreditam que, na fuga, a empresária tenha abandonado os animais.
A ordem foi expedida pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal do Rio.
Do funk à política — e agora à prisão
Verônica Costa ganhou notoriedade no Rio como Mãe Loira, personagem conhecida no universo do funk carioca. Posteriormente, entrou para a política e foi eleita vereadora do Rio.
Ela teve cinco mandatos como vereadora do Rio: 2001–2004, 2005–2008, 2013–2016, 2017–2020 e 2021–2024. A própria Câmara Municipal registra as cinco legislaturas
A trajetória, porém, acabou marcada também por um processo criminal iniciado há 15 anos.
Caso começou em 2011
A história que levou à condenação começou em 2011, quando Márcio Costa procurou a Polícia Civil e denunciou agressões que teria sofrido.
Verônica acabou condenada em primeira instância somente em 2019. Em 2023, ao analisar recurso apresentado pelo Ministério Público, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio aumentou a pena de 5 anos e 10 meses para 10 anos e 8 meses.
Com o encerramento definitivo do processo, a condenação passou à fase de execução.
A decisão também manteve a perda do mandato de vereadora, determinada anteriormente pela 16ª Vara Criminal.
A defesa recorreu da condenação, mas os recursos foram rejeitados pelos desembargadores.
