Criminosos aterrorizam crianças e sequestram ônibus no Rio. Isso é soberania?

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Enquanto políticos discutem “soberania” para criticar a classificação de facções como organizações terroristas, criminosos armados deram nesta segunda-feira (28) mais um exemplo do que a população do Rio enfrenta na prática: ônibus escolares com crianças foram rendidos e usados como barricadas.

Os veículos levavam alunos da Escola Eleva, da Barra da Tijuca, para uma excursão em Vassouras, no Sul Fluminense. Na região da Linha Vermelha, criminosos atacaram os ônibus com pedras, renderam os motoristas e obrigaram os veículos a atravessar a pista. As chaves foram levadas pelos bandidos.

A Linha Vermelha ficou interditada por cerca de uma hora.

A ação teria sido uma retaliação a uma operação da Polícia Militar contra o Terceiro Comando Puro (TCP), no Complexo da Maré. Cinco pessoas foram baleadas, entre elas um PM. Sete foram presas e um suspeito morreu.

E o roteiro se repetiu na Cidade de Deus: dois ônibus também foram sequestrados por criminosos e transformados em barricadas.

A discussão sobre o enquadramento jurídico das facções pode envolver soberania, legislação e relações internacionais. Mas há uma pergunta que não depende de discurso político:

Que nome se dá a criminosos armados que sequestram ônibus, aterrorizam passageiros, rendem motoristas e colocam crianças no meio de uma guerra contra o Estado?

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