Enquanto o presidente Lula tenta acenar aos fiéis e se apresentar como bom cristão no Dia de Nossa Senhora, a imagem que realmente se fixa na cabeça do eleitor é outra. É a imagem de sua militância jovem, lotando as ruas vestida de vermelho em atos de campanha pela reeleição e entoando a plenos pulmões: “Mexeu com estudante, mexeu com Satanás.”
Não é à toa que Lula enfrenta alta rejeição entre católicos e evangélicos. A garotada nas ruas achou que estava “lacrando” com o grito de ordem. No entanto, no imaginário popular e na tradição cristã, o Diabo é conhecido como o “pai da mentira” (Jo 8:44).
As más-línguas já aproveitam para dizer que isso ajuda a explicar a insistência de Lula na fake news que tenta associar seu adversário, Flávio Bolsonaro, a um suposto plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O presidente repete a história como um mantra, mesmo depois de sido desmentido ao vivo, em rede nacional de TV.
E, de quebra, ainda atropela o mandamento bíblico contra o falso testemunho (Êxodo 20:16), uma das regras daquilo que os cristãos consideram a “Constituição divina”: a Bíblia.
Como se não bastasse, a cor vermelha usada pelos estudantes gritando “Satanás” nas ruas também remete diretamente à figura do demônio no imaginário coletivo. A cor é associada ao fogo do inferno e ao “grande dragão vermelho” – como é descrito o Capeta – no livro de Apocalipse (Ap 12:3-4).
Pelo visto, enquanto a militância não aprender a lição e continuar agindo como Judas do próprio candidato, Lula vai ter que rezar muito para conquistar o voto dos cristãos. Porque, desse jeito, nem Nossa Senhora Aparecida salva a estratégia eleitoral do petista!
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