Quando tiraram Douglas Ruas do caminho do Palácio Guanabara e a linha sucessória foi judicializada e virou uma confusão política, tudo parecia uma tragédia. Mas, como diz o ditado, há males que vêm para o bem.
Ao ver Eduardo Paes liderando as pesquisas, caciques políticos abandonaram Douglas e correram para o lado que parecia ter a vitória nas mãos. Só que a política tem dessas ironias: ao virar as costas para Douglas, podem ter feito um favor ao, hoje, futuro governador.
Sem essa turma na bagagem, Douglas ganha a oportunidade de chegar ao governo com liberdade para escolher sua equipe, sem precisar pagar a conta de apoios que lhe virarem as costas na hora difícil, revelando suas verdadeiras faces.
Afinal, a gestão Cláudio Castro mostrou o estrago que acontece quando determinadas moscas e ervas daninhas deixam de apenas rondar o poder e passam a ocupar espaços estratégicos, influenciar decisões e dar as cartas nos bastidores.
Agora, o cenário pode ser diferente. Douglas construiu sua candidatura com sua trajetória, a estrutura partidária do PL e a força do bolsonarismo. Tem, portanto, a oportunidade de montar um governo com a sua cara, escolhendo quem trabalha por resultados — e não quem chega cobrando a fatura do apoio político.
Dizem que o que não mata, fortalece. Douglas, no fim das contas, saiu dessa turbulência politicamente mais forte, com a chance de governar sem ficar refém de quem o abandonou quando as pesquisas apontavam outro caminho.
As moscas continuarão sobrevoando o Palácio Guanabara. Isso faz parte da política. A diferença é que, desta vez, o futuro governador poderá decidir quem pousa e quem vai continuar voando.
