No MIT, em Oxford e em Harvard, universidades que ocupam o topo dos rankings, alunos que promovem invasões, ocupações e depredações durante protestos estudantis são punidos. No Brasil, onde a impunidade impera, as universidades ficam bem atrás. Coincidência?
Nas universidades de ponta, protestar não significa ter licença para invadir prédios, destruir patrimônio ou impedir colegas de estudar. A manifestação tem limites, e quem ultrapassa a linha pode ser punido. Ao contrário do que ocorre nas principais universidades estrangeiras, onde manifestações não dão espaço à atuação de partidos políticos dentro do ambiente acadêmico, no Brasil acontece o contrário. A militância partidária muitas vezes toma conta das universidades, paralisa aulas, monta piquetes e até barricadas, como ocorre em comunidades dominadas pelo tráfico, transformando o ambiente acadêmico em palanque político.
A diferença aparece nos casos concretos. Em 2024, estudantes ocuparam o Hamilton Hall, na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, e provocaram danos ao prédio. Em 2025, a instituição anunciou punições que incluíram expulsões, suspensões por vários anos e revogações temporárias de diplomas.
Na USP, em setembro de 2023, estudantes ocuparam a reitoria. Uma perícia constatou pichações generalizadas, portas arrombadas, portões de ferro destruídos, portas de vidro danificadas, problemas na fiação de dados e nas câmeras de segurança, além do furto de equipamentos de informática e telefonia. Ninguém foi punido.
No QS World University Rankings 2027, o MIT lidera, Oxford ocupa o quarto lugar e Harvard, o quinto. A USP, melhor universidade brasileira no ranking, aparece apenas em 133º lugar. No ranking da Times Higher Education 2027, fica em 141º, enquanto a Unicamp aparece na faixa entre o 326º e o 350º lugar.
É claro que o desempenho de uma universidade depende de muitos fatores, como investimento, pesquisa, infraestrutura e gestão.. Mas também não dá para ignorar o ambiente em que o conhecimento deveria ser produzido.
Universidade de excelência exige responsabilidade para preservar o patrimônio e respeito ao direito de estudar. Quando a militância passa à frente do ensino e a depredação fica sem resposta, quem perde é o aluno. E o futuro do país.
