Candidato aponta ofensiva pelo WhatsApp para atingi-lo a menos de 72 horas das urnas; coligação pede investigação urgente para descobrir quem estaria por trás da operação
A eleição suplementar de Itaguaí entrou na reta final sob uma denúncia explosiva: a campanha de Haroldo Jesus, o Haroldinho (PDT), afirma ter recebido informações sobre uma suposta operação de fake news em massa para atacá-lo justamente na hora decisiva da disputa.
Em petição protocolada na quinta-feira (22), a coligação Itaguaí Não Pode Parar acionou a Polícia Federal (PF), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) e o Ministério Público Federal (MPF), pedindo providências urgentes para investigar a possível ofensiva digital.
O plano denunciado seria inundar os celulares dos eleitores com mensagens contra Haroldinho pelo WhatsApp, explorando as últimas horas antes da votação de domingo (25), quando o tempo para desmentir acusações e esclarecer informações fica cada vez menor.
Segundo a representação, as denúncias recebidas pela campanha apontam para uma ação coordenada, com possíveis mandantes e executores. A coligação pede que as autoridades investiguem a origem das mensagens, identifiquem os envolvidos e preservem provas digitais antes que eventuais rastros sejam apagados.
A acusação é grave. Por isso, a coligação quer uma resposta rápida das autoridades. Entre os pedidos estão a abertura de investigação, a atuação de equipes especializadas em crimes cibernéticos e a preservação de registros que possam ajudar a descobrir quem criou, financiou ou disseminou os conteúdos, caso a ofensiva seja confirmada.
Com a eleição marcada para 25 de outubro, a denúncia coloca a circulação de notícias falsas no centro da reta final em Itaguaí. A campanha de Haroldinho cobra apuração urgente para que o eleitor possa decidir seu voto sem ser alvo de uma eventual operação de desinformação.
