Refresco e bananada podem até fazer parte do lanche de muita gente, mas quando a conta chega a mais de R$ 1 milhão em dinheiro público, a pergunta é inevitável: será que essa é a prioridade? A Fundação Beatriz Gama (FBG), vinculada à Prefeitura de Volta Redonda, abriu uma licitação para comprar refresco líquido pronto e bananada açucarada, com valor estimado de R$ 1.065.120,00. O pregão eletrônico nº 06/2026 foi publicado no Diário Oficial e tem abertura prevista para 16 de novembro, às 9h.
A planilha prevê a aquisição de 840 mil unidades de refresco de 290 ml, ao custo de R$ 0,99 cada, totalizando R$ 831.600. Já a bananada aparece em 16.800 pacotes de 800 gramas, com 50 unidades por pacote, ao preço de R$ 13,90, somando R$ 233.520. A justificativa da fundação utiliza como parâmetro o atendimento de 3 mil pessoas por dia, durante 264 dias ao longo de 12 meses.
Não se trata de questionar o fornecimento de alimentação a quem precisa, mas de saber sobre os critérios de consumo e como foram definidos os quantitativos e se existem estudos que justifiquem uma compra dessa dimensão.
Em tempos de cobrança por eficiência e transparência na gestão dos recursos públicos, a população tem o direito de perguntar: por que gastar mais de R$ 1 milhão justamente com refresco e bananada? Com a palavra, a prefeitura. O espaço segue aberto para pronunciamento.
