O presidente da Alerj, Douglas Ruas, sugeriu a convocação do presidente do DER para explicar, preto no branco, quanto dinheiro é necessário para colocar as rodovias estaduais em condições de uso.
A decisão veio logo após um discurso duro do prefeito de Resende, Tande Vieira, durante audiência pública sobre o orçamento de 2027. E ele não estava sozinho.
PREFEITOS REVOLTADOS COM AS ESTRADAS
A reclamação foi geral: estradas esburacadas, falta de manutenção e impacto direto na economia das cidades.
Ruas reconheceu o problema sem rodeios:
“É uma das maiores reclamações dos prefeitos — e com razão. Precisamos ouvir do DER quanto é necessário para manter as estradas em condições”, afirmou.
A ideia é levar o tema para a Comissão de Orçamento, presidida por Gustavo Tutuca, e cobrar uma resposta objetiva.
PRESSÃO TAMBÉM POR INCENTIVOS FISCAIS
Além do asfalto ruim, outro alerta veio das prefeituras: falta de competitividade.
Tande Vieira pediu incentivos fiscais para evitar que cidades do Rio percam empresas para outros estados que oferecem benefícios.
Segundo Ruas, o tema já está na mesa:
“Temos mensagens do Executivo sobre incentivos fiscais e vamos discutir ainda neste semestre”, garantiu, citando também o deputado Jair Bittencourt.
RECADO DADO
A audiência escancarou um problema antigo: sem estrada em boas condições, não tem logística, não tem investimento — e quem paga a conta é a população.
Agora, a bola está com o DER: quanto custa, afinal, tirar o estado do buraco?
