O deputado estadual Carlinhos BNH (PP) elevou o tom na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), ao exigir rigor máximo na apuração da morte de Maninho do Cabuçu (MDB) — crime que reacende o debate sobre a violência política no estado e a capacidade de resposta das autoridades.
Ao comparar diretamente com o caso de Marielle Franco — que mobilizou forças-tarefa, cooperação entre órgãos e intensa pressão nacional e internacional —, o parlamentar cobrou isonomia nas investigações. “Não é só um ataque a um político, é um ataque a uma família”, afirmou, pedindo um minuto de silêncio no plenário.
Maninho era reconhecido por sua atuação em educação, saúde e segurança, com forte presença em Cabuçu, onde construiu base popular e articulação comunitária — perfil semelhante ao de outras lideranças que ganharam projeção em territórios vulneráveis.
O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), afirmou ter acionado imediatamente a cúpula da segurança. “Estamos falando de um representante eleito pelo voto popular”, disse, após contato com a Polícia Civil. A expectativa agora recai sobre a condução das investigações: se haverá criação de força-tarefa, prioridade institucional e transparência nas etapas do inquérito.
