Brasília — A cidade de Ceilândia viveu horas de terror na madrugada e manhã de quarta-feira (27), quando Jonathan Bruno Dias Santos, de 30 anos, e um comparsa ainda não identificado, esfaquearam cinco pessoas em uma sequência brutal de assaltos. Duas vítimas morreram. O mais estarrecedor: Jonathan estava em prisão domiciliar, mesmo acumulando uma ficha criminal extensa e violenta.
Cinco ataques em oito horas: duas mortes e três feridos
Segundo a Polícia Civil, os criminosos escolheram vítimas aleatórias e agiram com extrema violência. Confira os ataques registrados:
– Por volta de 0h, na QNN 18:
Homem de 65 anos foi atacado com cerca de 15 facadas. Sobreviveu após ser socorrido pelo SAMU.
– Às 2h, na EQNM 2/4:
Homem de 39 anos foi esfaqueado durante assalto. Sobreviveu.
– Às 3h, na QNN 2:
Homem de 24 anos reagiu ao roubo e foi ferido no pescoço e abdômen. Está internado.
– Às 7h, na QNN 12:
Vítima ainda não identificada foi atacada e morreu no local.
– Às 8h20, na QNN 1:
Homem de 25 anos negou entregar dinheiro, foi esfaqueado na cabeça e morreu.
Ficha criminal extensa e reincidência escandalosa
Ainda segundo a polícia, Jonathan Bruno já foi alvo de:
– 7 inquéritos policiais, todos com prisão em flagrante, por:
– Roubo
– Furto
– Tráfico de drogas
– Dano qualificado
– Corrupção de menores
Acumula ainda 9 mandados de prisão já cumpridos e duas recomendações de prisão
Mesmo com esse histórico, ele estava em casa, beneficiado por uma legislação penal ultrapassada e pela política de desencarceramento do governo federal.
Sistema penal em xeque
A prisão domiciliar de Jonathan Bruno escancara a fragilidade do sistema penal brasileiro. A política de desencarceramento, sob a justificativa de superlotação carcerária, tem permitido que criminosos perigosos voltem às ruas — com consequências fatais.