Câmara do Rio aprova fiscalização digital para pôr fim à ‘máfia dos flanelinhas’

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“Rabiscam, riscam, furam pneus. E ainda cobram até R$ 80 por uma vaga que deveria ser pública”, denunciou Marcelo Diniz (PSD), autor do projeto (Divulgação/PMRJ)

A Câmara Municipal do Rio aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei nº 156/2025, que cria a fiscalização digital das vagas de estacionamento em vias públicas. A proposta, de autoria do vereador Marcelo Diniz (PSD) e com coautoria de mais de 20 parlamentares, mira diretamente o fim da cobrança ilegal praticada por flanelinhas — muitos deles, segundo vereadores, ligados a grupos do crime organizado.

Inspirada em modelos já adotados em São Paulo e Búzios, a medida prevê o uso de aplicativos, câmeras e GPS para controlar o tempo e o pagamento das vagas públicas. O objetivo é claro: acabar com a extorsão nas ruas e devolver ao cidadão o direito de estacionar com segurança e transparência.

“Rabiscam, riscam, furam pneus. E ainda cobram até R$ 80 por uma vaga que deveria ser pública”, denunciou Marcelo Diniz (PSD), autor do projeto.

O vereador Rafael Satiê (PL) destacou que o sistema digital trará previsibilidade e fim à exploração. “Hoje, parar o carro no Rio é uma loteria. O motorista nunca sabe quanto vai pagar e nem se o carro vai estar inteiro quando voltar. Com o novo modelo, o preço será tabelado e o pagamento justo, pelo tempo real de uso.”

A vereadora Talita Galhardo (PSDB) foi direta e cobrou ação do poder público: “Tem um sindicato dos guardadores desde 1979, prometeram reformular o sistema em 2022, e nada foi feito. Estamos em 2025 e o carioca continua refém da violência e da desordem. Ninguém aguenta mais essa bagunça.”

O projeto prevê ainda que a prefeitura mantenha fiscalização física para coibir a presença de guardadores ilegais nas áreas regulamentadas. Entre os coautores da medida estão: Talita Galhardo (PSDB), Dr. Rogério Amorim (PL), Fernando Armelau (PL), Leniel Borel (PP), Salvino Oliveira (PL), Poubel (PL), Rafael Satiê (PL), entre outros.

Finalmente, o carioca poderá estacionar sem medo e sem precisar pagar “pedágio” ao crime.

 

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