Copacabana foi palco de uma cena digna de roteiro de novela mexicana: quatro homens foram presos em flagrante depois de transformar bares e hostels da Zona Sul em verdadeiros banquetes de luxo — só que sem pagar a conta.
Ficha corrida
Dois dos detidos vieram de São Paulo e já tinham antecedentes por estelionato e furto. Os outros dois, cariocas, também não eram novatos no mundo do “calote gourmet”.
O cardápio da trambicagem
Lagosta, camarão e whisky de 20 anos eram os pratos principais da farra. Em um único bar tradicional, o prejuízo ultrapassou R$ 10 mil, tudo bancado pela cara de pau dos suspeitos.
O modus operandi
O grupo se hospedava em hostel e fazia reservas fracionadas, cada dia com um cartão virtual diferente, como se fosse um tutorial de “como dar calote digital”. Além das diárias, consumiam os itens mais caros do cardápio e prometiam que “depois acertavam”.
O golpe final
Quando a gerente desconfiou e correu à delegacia, os quatro cancelaram simultaneamente todos os pagamentos. Resultado: mais R$ 5 mil evaporados em segundos.
A prisão
Agentes da 12ª DP (Copacabana) não caíram na encenação e prenderam o grupo em flagrante, justamente quando se preparava para sair do hostel como se nada tivesse acontecido.
Ostentação nas redes
Nas redes sociais, os suspeitos exibiam uma vida de luxo — ironicamente bancada por quem realmente pagava a conta: os donos de bares e hotéis enganados.
Tempero salgado
Agora, todos vão responder por estelionato e associação criminosa, enquanto a polícia investiga se a quadrilha já deixou outras vítimas pelo caminho. A ostentação acabou em xilindró — e, desta vez, o prato principal servido foi quentinha na embalagem de isopor.
