Maré Veículos: polícia dá baixa no estoque e concessionária do crime fecha as portas

Jefferson Lemos
As investigações mostraram que a quadrilha agia em trios para roubar os veículos (Reprodução)

A Polícia Civil resolveu encerrar de vez o “negócio” das caminhonetes de luxo que abasteciam o tráfico na Maré. Sem aviso prévio, agentes da 15ª DP (Gávea) prenderam em flagrante, na última terça-feira (7), dois suspeitos que achavam que estavam no comando da frota. Fagner Yuri de Jesus, o “Pitoco”, e Matheus Ferreira Vasconcelos, o “Coxinha”, foram surpreendidos tentando levar uma caminhonete preta na Avenida Lúcio Costa, Barra da Tijuca.

Concessionária clandestina

As investigações mostraram que a quadrilha agia em trios para roubar os veículos. Um motoqueiro caçava alvos, outro abria o carro em segundos e o terceiro ficava de vigia, pronto para avisar se a polícia aparecesse. Em menos de três minutos, o veículo já estava a caminho da comunidade da Nova Holanda, onde recebia placas falsas e seguia para o Paraguai — trocado por armas ou drogas — ou era desmontado para virar peça de reposição. Era praticamente uma concessionária clandestina, com preços de liquidação: entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por caminhonete de luxo.

Estoque zerado pela polícia

Só que o estoque acabou. Filmagens, investigações e operações conjuntas desmontaram o esquema. Não foi a primeira vez: em julho de 2023, uma megaoperação no Complexo da Maré recuperou 25 carros de luxo, incluindo um Porsche Macan T avaliado em R$ 479 mil. Um dos veículos, para completar a ironia, ostentava uma placa com o nome da facção criminosa — como se fosse a marca registrada da “empresa”. nNa ocasião, sete bandidos foram presos, um morreu em confronto.

Desta vez, a quadrilha achou que estava arrasando de novo, mas quem deu baixa mais uma vez no estoque foi a polícia. E os bandidos não seguiram para o Paraguai — foram direto para a cadeia.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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