O vereador Poubel (PL) resolveu jogar luz sobre um dos maiores segredos da saúde pública da cidade do Rio: os leitos que existem no papel, mas evaporam na prática. Depois de fiscalizações que mais pareceram episódios de série policial, ele apresentou um projeto de lei que obriga a Prefeitura a divulgar, em tempo real e com responsabilidade administrativa, a ocupação dos hospitais e UPAs. Nada de números mágicos em plataformas digitais que não batem com a realidade — agora, a promessa é de dados abertos e verificáveis.
A farsa dos corredores
As cenas presenciadas por Poubel durante suas ações de fiscalização são dignas de escândalo internacional: “pacientes largados nos corredores, esperando horas por uma vaga que, oficialmente, já estaria disponível”. Segundo o vereador, a discrepância entre os relatórios oficiais e o que se vê nas unidades de saúde compromete não só a credibilidade da Prefeitura, mas também o planejamento das políticas públicas. E quem paga a conta é o cidadão.
Controle social
Na justificativa, o vereador não economizou nas palavras: transparência em tempo real seria a arma definitiva para o controle social e para decisões baseadas em evidências. Parece óbvio, mas no Rio de Janeiro, exigir que os números reflitam a realidade já soa como revolução. Afinal, quando a saúde pública vira um jogo de esconde-esconde, até a estatística precisa de fiscalização.
Responsabilidade com endereço certo
A proposta não poupa ninguém: diretores e gestores hospitalares responderão administrativamente pelas divergências encontradas. E, se o problema for reincidente ou fruto de omissão, o secretário municipal de Saúde também entra na roda. Em resumo, não haverá mais espaço para o famoso “não sabia de nada”.
O próximo ato
O Projeto de Lei 1537/2025 já está publicado no Diário Oficial e aguarda análise em comissões e plenário a partir de fevereiro. Até lá, a população segue na expectativa de que, desta vez, os números deixem de ser ficção e passem a refletir a dura realidade dos corredores lotados.
