Prefeitura de Meriti declara guerra ao barulho das motos adulteradas e foca comércio de motopeças

Jefferson Lemos
Campanha Ruído Zero chega ao comércio de motopeças (Divulgação/PMM)

A Prefeitura de São João de Meriti resolveu atacar de frente um dos maiores incômodos urbanos: o ronco ensurdecedor das motos com escapamentos adulterados. A campanha Ruído Zero, prevista na Lei 2.659/2025, já havia tomado as ruas com ações de conscientização em sinais e avenidas. Agora, a ofensiva chegou às lojas de motopeças no Centro e em Vilar dos Teles, onde comerciantes foram alertados sobre a proibição da venda de equipamentos irregulares.

Voz da experiência

O comerciante Paulo Abdala, 80 anos, que há seis décadas atua no setor, não poupou elogios: “Essa medida deveria ter sido tomada há muitos anos e em todo o Rio de Janeiro. É um barulho prejudicial. Se é Lei, temos que cumprir.”

O motoqueiro Ricardo Mendes, 65, reforçou: “Parabenizo a iniciativa do prefeito. Espero que esse projeto se espalhe para outros municípios.”
Já o lojista Ricardo Câmara, 50, relatou o impacto direto: “O ruído altíssimo prejudica muito. Já fui acordado várias vezes. O escapamento tem de ser o original.”

Fiscalização pesada à vista

Segundo o diretor de Mobilidade Urbana, Anderson Weiss, a fase de orientação está chegando ao fim. A próxima etapa será de fiscalização ostensiva, com punições não apenas para motociclistas, mas também para lojistas e oficinas que comercializem ou adulterem escapamentos. “Se necessário, vamos punir quem vende ou adultera esse cano de descarga”, avisou.

Alívio para famílias

A campanha também trouxe esperança para mães que convivem com os efeitos do barulho em crianças sensíveis. A massoterapeuta Thalita Ramiro Ferraz, 30 anos, mãe de uma menina de cinco, destacou: “Quando passa uma moto com esse barulho, minha filha entra em desespero. Não é só incômodo, é dor. Esse projeto traz alívio para nós.”

Impacto direto: a Prefeitura de Meriti transformou a luta contra escapamentos adulterados em política pública. Comerciantes, moradores e até mães de crianças atípicas comemoram. Agora, com fiscalização prometida, quem insistir no barulho poderá pagar caro — literalmente.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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