Levantamento interno do MDB, revelado nesta sexta-feira (6) pela CNN, mostra que 16 diretórios estaduais estão contra apoiar Lula em 2026, enquanto apenas 11 se alinham ao presidente. Em outras palavras: o MDB, que sempre gostou de estar no poder, desta vez parece preferir observar de camarote.
Mesmo nos estados onde há apoio, o cenário não é tranquilo. Pará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Ceará, Amazonas, Maranhão e Bahia aparecem como pró-governo, mas enfrentam crises regionais que fragilizam a adesão. A cúpula do MDB já admite que a tendência é ficar neutra e liberar os líderes locais para apoiar quem quiserem. Em bom português: cada um por si, Lula por último.
O presidente do MDB, Baleia Rossi, já deixou claro que a decisão final será tomada em convenção. A indefinição é estratégica: o MDB quer garantir uma bancada robusta na Câmara antes de se comprometer com qualquer palanque.
Para tentar seduzir o partido, o PT acena com a vaga de vice na chapa. Mas a resposta emedebista foi um deboche: “Podemos conversar se convidarem Michel Temer para ser vice”, ironizou um dirigente. A frase resume bem o clima: o MDB não está exatamente correndo para o colo de Lula, e a oferta soa mais como piada interna do que proposta séria.
