A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 12, trouxe um cenário animador para o senador Flávio Bolsonaro (PL), de olho na disputa presidencial deste ano. O levantamento apontou uma consolidação do filho mais velho de Jair como segundo colocado nas intenções de voto, com distância que varia de quatro a oito pontos percentuais, mais curta, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o petista, por outro lado, foi ligado o sinal de alerta: Lula viu oscilações em estratos importantes de seu público cativo, como o eleitorado nordestino, menos escolarizado e de menor renda.
Tais sinais aparecem na aprovação de governo do presidente. Se comparado a janeiro, Lula oscilou dois pontos percentuais para baixo, no limite da margem de erro, e é hoje aprovado por 45% da população. Ao olhar esse índice com lupa, porém, é possível notar que no Nordeste a queda foi ainda maior: de 67% há um mês, o petista caiu para 61% de aprovação, um declínio de seis pontos percentuais justamente no eleitorado em que ele costuma apresentar melhor desempenho.
Cenários parecidos são vistos na aprovação de Lula entre aqueles que cursaram no máximo o Ensino Fundamental (queda de 59% para 55% no último mês), entre os que ganham até dois salários mínimos (queda de 58% para 54% no mesmo período) e entre os católicos (queda de 55% para 52%).
