Monitoramento em tempo real, pulverização inteligente e ação direta nos focos. É assim que São Gonçalo intensifica o combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya em meio ao verão de dias abafados e chuvas rápidas no fim da tarde — cenário perfeito para a proliferação do vetor.
Motofogs percorrem os bairros liberando inseticida por termonebulização eletrônica, que transforma o produto em fumaça capaz de alcançar áreas de difícil acesso. O sistema é controlado por GPS e registra cada detalhe da operação: velocidade da moto, momento exato da liberação e quantidade aplicada. O inseticida utilizado tem química limpa, não polui o ambiente e é autorizado pelo Ministério da Saúde.
A estratégia é guiada por um mapa de calor de casos, elaborado pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica. Assim, os bairros com maior incidência são priorizados, mas toda a cidade recebe cobertura. As ações acontecem diariamente, exceto em finais de semana, feriados e dias chuvosos.
“A pulverização é complementar. O combate ao mosquito depende principalmente da eliminação de criadouros e da colaboração da população”, reforça Marcelo Lima, diretor da Vigilância em Saúde Ambiental.
Orientações à população
– Manter caixas d’água bem vedadas
– Descartar recipientes que acumulem água
– Limpar calhas e ralos
– Guardar pneus velhos em locais cobertos
– Preencher pratos de plantas com areia
– Esticar lonas de piscinas e materiais de construção
Situação dos casos
Até 31 de janeiro, São Gonçalo registrou 27 notificações de dengue, sendo uma já descartada por exame laboratorial.
A Vigilância Ambiental mantém atendimento direto à população: denúncias de focos podem ser feitas pelo telefone (21) 99388-6484. Em média, as equipes atuam em até uma semana após a solicitação.
