A Acadêmicos de Niterói, em pleno desfile na Marquês de Sapucaí, achou que seria “arte” zombar da família tradicional e transformar a avenida em palanque político para Lula. Resultado? Um espetáculo que conseguiu unir em repulsa tanto evangélicos quanto católicos. Na homilia da Quarta-feira de Cinzas, dom Adair José Guimarães, bispo de Formosa (GO), não economizou nas palavras. Denunciou o desfile como um ataque deliberado à fé cristã e à família conservadora, pilares que sustentam a sociedade. Para ele, o que se vendeu como “liberdade de expressão” foi, na prática, um deboche público patrocinado com dinheiro do contribuinte. Sim, o bolso do trabalhador bancou o escárnio.
Dinheiro público, deboche privado
O bispo foi direto: não basta zombar da fé e da família, é preciso ainda usar verba pública para financiar o espetáculo. Para dom Adair, o governo Lula falha nas áreas básicas — saúde, educação, segurança — mas encontra tempo e recursos para bancar um desfile que, segundo críticos, mais parece campanha eleitoral disfarçada. Enquanto crianças estudam em escolas precárias, a Sapucaí vira palco de propaganda.
A desconstrução cultural
Dom Adair não vê o episódio como isolado. Para ele, trata-se de um projeto cultural mais amplo: desconstruir a identidade do povo brasileiro, forjada sob a cruz de Cristo. O bispo alerta que o modelo de família proposto nesses desfiles é contrário ao plano de Deus, sem referência paterna e materna, sem laços com a fé. O resultado? Uma sociedade desorientada, mergulhada em crises existenciais e valores descartados como “antiquados”.
O impacto da repulsa
O desfile da Acadêmicos de Niterói conseguiu provocar indignação simultânea em católicos e evangélicos. Igrejas que encontraram um ponto comum — a rejeição ao deboche público da fé cristã e da família. O Carnaval, que deveria unir, acabou dividindo. E, ironicamente, o samba que se pretendia alegre virou símbolo de repulsa.
